RESIDÊNCIA CIDADE JARDIM

 

SAMBA Luis Matuto

SAMBA, tipografia e pintura de Luís Matuto

Luis Matuto

Painel interno de Luís Matuto

Luis Matuto Emblemas

Emblemas de Luís Matuto em homenagem a Seu Jairo, fundador da Escola de Samba do Cidade Jardim, e a Dentinho, personagem importante na história recente da Quadra.

Clara Fachada

Fachada da Quadra, por Clara Valente

Emanuel Mosh

Emanuel Mosh e seu painel na parte interna da Quadra.
No segundo andar, trabalho de Lucas Kröeff.

Clara Mandala

Mandala da Clara Valente

Painel Lucas

Trecho do painel de Lucas Kröeff

Clara Valente Int

Residencia Cidade Jardim | Clara Valente 02

Painel da Clara Valente

Alexandre Rato Residencia CJ

Painel do Alexandre Rato (Julho 2014)

 

Alexandre Rato

Alexandre Rato ampliando o acervo da Residência Cidade Jardim (Julho 2014)

Residencia Cidade Noite

Luzes da cidade iluminam o processo durante a noite na Residência

Residencia Vista da Raja

O galpão começa a sair da mata. Vermelho, da cor da bandeira Cidade Jardim.

Residencia Cidade Jardim | Processo 06

Mosh customiza pipas enquanto a Clara ensina a assistente a trabalhar com stencil

Quadra Escola de Samba P

O galpão da Escola de Samba começa a ganhar as cores da artista plástica Clara Valente

A Matuto

A, de Luís Matuto, na lateral da escadaria de acesso à Quadra

Luis Matuto residenciacidadejardim

Luís Matuto e trecho de um de seus trabalhos no interior do galpão

Emanuel Mosh residenciacidadejardim

Primeiro trabalho de Emanuel Mosh no interior da Escola

 

Residencia

Luís Matuto e Clara Valente

Emanuel Mosh

Emanuel Mosh

Lucas

Lucas Kröeff

 

Jairo Dentinho

Emblemas de Luís Matuto em memória e homenagem a Seu Jairo – fundador da Escola de Samba do Cidade Jardim - e Dentinho – personagem importante para a história recente da Quadra

A Quadra da Escola de Samba do Cidade Jardim é um patrimônio tardio de Belo Horizonte e do Morro de Santa Maria. Erguido em 1988, o galpão veio solidificar os sonhos de uma Escola fundada duas décadas antes, no inicio dos anos 1960, depois da emancipação de uma ala da União Serrana, do Morro da Serra. A Cidade Jardim saiu às ruas pela primeira vez em 1962, e a partir do ano seguinte, emplacou 11 títulos seguidos no carnaval de rua da cidade.

Jairo Pereira da Costa, seu primeiro presidente, dedicou sua vida à escola, ao samba e a este espaço. Seu semblante sereno e sorridente, marcado em registros da época, se mantém vivo no rosto de seu filho Alexandre  Silva Costa, o Lee, que assumiu a presidência da escola, e o cuidado cotidiano com a quadra. Desde meados dos anos 2000 que Lee e toda sua família moram ha poucos metros do galpão, sonhando e acreditando em um cenário cultural mais rico e permissivo.

Já são algumas décadas de lutas, crescimento e tropeços – alcançando um certo ápice em 2008, quando uma nota controversa da Prefeitura de Belo Horizonte promulgou um despejo da Escola. O ano marcou também a força de Lee por manter o espaço vivo, contínuo, e a favor do samba. O filho de Jairo conseguiu reaver a ação da Prefeitura e devolveu à cidade um centro-cultural em completa ebulição.

E este tem sido o cenário desde então. De 2008 para cá, a Quadra da Escola de Samba do Cidade Jardim foi palco de um série de shows, discotecagens, festivais de teatro, oficinas e celebrações. Também reativou o contato com a comunidade de Santa Maria, abrindo espaço para festas, aniversários, encontros, aulas de capoeira e cultos evangélicos. Uma diversidade de alcances que exerce papel fundamental no enriquecimento do espaço.

No começo de 2013, a produtora SleepWalkers em parceria com a Escola de Samba do Cidade Jardim estreou uma nova programação aos sábados do galpão, o evento Samba na Quadra. Com o crescimento da festa, surgiu também a necessidade de revitalizar a construção que se manteve quase sempre fiel à de 1988. Nesse processo, a galeria quartoamado foi convidada a vivenciar o cotidiano de Lee e Tiene, os atuais presidente e vice-presidente, e pensar uma nova identidade visual para a quadra.

Foram cerca de quatro semanas de trabalho intermitente. Os artistas Clara Valente, Emanuel Mosh, Luís Matuto e Lucas Kröeff foram escolhidos para este processo de vivenciar e refletir o espaço. E todo o trabalho foi devidamente registrado pela produtora iLoveBubble, que editou um mini-documentário sobre estes dias de vivências na Cidade Jardim.